Philip III of Spain

Spain

Filipe III de Espanha (Madrid, 14 de abril de 1578 - Madrid, 31 de março de 1621), cognominado em Portugal pelo cognome de “O Pio” ou “O Piedoso”, foi rei de Espanha, e ainda Filipe II rei de Nápoles, da Sicília, rei titular de Jerusalém, rei da Sardenha, e Filipe II de Portugal. Foi também duque de Milão, conde de Artois, conde da Borgonha, e conde de Charolais.

Biografia

Era filho de Filipe II de Espanha e Ana, filha de Maximiliano II do Sacro-Império Romano Germânico.

Nasceu no mesmo ano em que faleceu o seu irmão D. Fernando, sendo jurado herdeiro o seu outro irmão, D. Diego. Último filho varão da quarta esposa do pai, ficou órfão de mãe aos dois anos. Quando o seu irmão Diego faleceu (1582), e foi jurado herdeiro, era uma criança enfermiça e débil.

Subiu ao trono aos 20 anos de idade, em 13 de setembro de 1598. Com ele, têm início os chamados “Áustrias Menores” - Filipe III, Filipe IV e Carlos II -, os quais não conseguiram manter o poderio internacional alcançado por seus predecessores - Carlos V e Felipe II -, tendo se iniciado a perda de territórios: as Províncias Unidas em 1621 (reconhecidas oficialmente em 1648), Portugal e as suas colónias em 1640 (reconhecido em 1668), e o Rossilhão e outras praças nos Países Baixos (1659).

Educado pelo próprio pai para governar um vasto império, afastou-se dos antigos conselheiros do pai e cercou-se de jovens ministros. Pôs em curso um processo de centralização política da União Ibérica, empossando em 1601 e em 1602 magistrados e ministros espanhóis para Portugal, decisão que contrariava o acordado por seu pai nas Cortes de Tomar (1581).

D. Cristóvão de Moura, elevado a marquês de Castelo Rodrigo (1600), foi nomeado Vice-rei de Portugal, o que indignou os portugueses. O monarca também tratou do desenvolvimento da Marinha, aboliu os portos secos, as alfândegas, abriu os portos de Portugal ao comércio inglês, e por algum tempo também os manteve abertos ao comércio neerlandês.

Decretou as Ordenações Filipinas, em 1603, um código unificado das leis inspirado nas Ordenações Manuelinas, com algumas alterações, válido para Portugal e Ultramar. Criou o Conselho da Índia (1604). Na América Portuguesa, em 1608 dividiu a administração do território em duas partes: no sul reuniram-se as capitanias do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Vicente; no norte, reuniram-se as demais. Em 1612 foi criado o Estado do Maranhão, subordinado diretamente a Lisboa e separado do Estado do Brasil em 1618. Ordenou em 1618 a visitação do Santo Ofício ao Brasil.

Em termos de política externa, ao herdar o trono, herdou também os inimigos do pai: Inglaterra, França e Países Baixos. Estabeleceu a paz com a Inglaterra (1604). Os franceses instalaram-se no Maranhão em 1612, onde estabeleceram a França Equinocial, fundaram a cidade de São Luís, vindo a ser derrotados em 1615 por Jerónimo de Albuquerque. Com as Províncias Unidas assinou uma trégua de 12 anos (1609). As lutas entretanto prosseguiram nas colónias: no Oriente, os neerlandeses fustigaram Moçambique, forçaram a retirada dos portugueses das Molucas em 1600, tomaram Ceilão em 1609 e expulsaram os portugueses do Japão em 1617.

Nessa época publicou um édito expulsando os Mouriscos da Espanha.

Participou da longa Guerra dos Trinta Anos, iniciada em 1618, conflito a um só tempo territorial e religioso.

Para melhorar as relações com Portugal, empreendeu em 1619 uma viagem ao país. Foi acolhido com entusiasmo, as Câmaras Municipais e as corporações de ofício tendo gasto enormes somas para a recepção. Após meses em Lisboa, partiu em outubro. O seu filho, o futuro Filipe IV de Espanha, foi jurado herdeiro legítimo pelos portugueses.

Ao deixar Portugal adoeceu gravemente em Covarrubias, e nunca mais se restabeleceu, vindo a falecer.

Contribution

Updated at 06/12/2013 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.




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