Daniel Pedro Müller

Portugal

Daniel Pedro Müller (Oeiras, 26 de dezembro de 1785 — São Paulo, 1 de agosto de 1841) foi um engenheiro militar luso-brasileiro.

Filho de Anna Elizabeth Moller (1757-1797) e Johann Wilhelm Christian Müller (1752-1814), primeiro pastor luterano da Congregação Evangélica Alemã em Lisboa e diretor da Academia Real das Sciencias de Lisboa.

Em 1802, tendo concluído sua formação na Real Academia de Fortificação, Artilharia e Desenho pouco antes de completar dezessete anos de idade, Müller foi enviado pela Coroa portuguesa à então Capitania de São Paulo, tendo sido promovido à patente de capitão de infantaria agregado à primeira plana da corte, com o exercício de ajudante de ordens do recém-nomeado governador e capitão-general daquela capitania, Antônio José da Franca e Horta.

Em 1811 foi transferido ao Real Corpo de Engenheiros, promovido ao posto de tenente-coronel por decreto de 24 de junho de 1811.

Por volta de 1819, foi encarregado por João Carlos Augusto de Oeynhausen, governador e capitão-general de São Paulo (1819-1821), de realizar com toda urgência os planos e dirigir a restauração das fortificações da costa de São Paulo, especialmente em Santos, Paranaguá e Cananeia.

Por seu trabalho na defesa da costa paulista, Müller foi constituído, por provisão régia de 15 de janeiro de 1821, “Delegado do Inspetor-Geral das Fortalezas e Portos de Guerra do Reino do Brazil da província de São Paulo” por proposta do tenente-general e Inspetor-Geral Alexandre Eloy Portelli. 

Por decreto de 9 de dezembro de 1821 foi nomeado Governador das Armas da Província de Santa Catarina.

Em 1825, já no posto de brigadeiro, Müller foi chamado a participar da guerra movida pelo Império do Brasil contra Buenos Aires. Em Montevidéu, o brigadeiro atuou como ajudante-general e governador daquela praça. Tão logo a paz com Buenos Aires foi restabelecida, Müller regressou ao Brasil, onde assumiu o comando da Fortaleza de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Ele permaneceu nessa cidade até a obtenção de sua reforma do serviço militar, que foi concedida através do decreto de 1 de junho de 1829, quando foi promovido ao posto de marechal de campo reformado.

De retorno a São Paulo, publicou os famosos Ensaio d’um quadro estatístico da Província de São Paulo e Mappa Chorographico da Província de São Paulo, concluídos em 1837. O primeiro foi  publicado em 1838, pela tipografia de Costa Silveira, em São Paulo, e o mapa, em 1841, em Paris, nas oficinas de Alexis Orgiazzi.

No mesmo período (1836-1837), o Marechal Müller também auxiliou na organização do Gabinete Topográfico de São Paulo, do qual foi nomeado diretor em 1840. O Gabinete Topográfico de São Paulo antecipou em quinze anos a Escola Central do Rio de Janeiro, considerada pela historiografia a primeira escola brasileira a separar o ensino de engenharia militar da civil, criando um curso exclusivamente dedicado à engenharia civil, em 1858.

Em 1839, Müller foi convidado a tornar-se sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, fundado no ano anterior. O Marechal Müller faleceu em São Paulo, no dia 1 de agosto de 1841.

Fonte: http://fortalezas.org/?ct=bibliografia&id_bibliografia=3573

Contribution

Updated at 27/04/2018 by the tutor Roberto Tonera.




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