Bartolomeu Ferraz

Portugal

Bartolomeu Ferraz de Andrade (século XVI) foi um militar português.

Biografia

Serviu a João III de Portugal (1521-1557) de quem recebeu uma tença ("Alvará de quitação de 1.530 réis a Bartolomeu Ferraz, cavaleiro da Casa Real, importância do que havia de pagar na Chancelaria, do padrão de 7.680 réis que D. João III lhe deu de tença").

Deixou-nos carta datada de 7 de janeiro de 1526 ao então Secretário de Estado, António Carneiro, em agradecimento pelas mercês que aquele lhe havia feito, e a dar-lhe conta do que passara com os oficiais da Câmara Municipal de Portalegre ("Carta de Bartolomeu Ferraz a António Carneiro, secretário de Estado, de agradecimento pelas mercês que lhe havia feito, e lhe dá conta do que passou com os oficiais da Câmara de Portalegre", in DGARQ).

Cerca de uma década mais tarde recomenda ao soberano a necessidade de se fortificarem as ilhas do arquipélago dos Açores, em virtude da ação de corsários franceses naquela região do oceano Atlântico ("Carta de Bartholomeu Ferraz, aconselhando Elrei sobre a necessidade urgente de se fortificarem as ilhas dos Açores, por causa dos corsários francezes." (1543). Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Cartas Missivas, maço 3.º, n.º 205. In Arquivo dos Açores, vol. V, 1981, pp. 364-367).
Terá sido sepultado na antiga Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, na freguesia da Ajuda, em Lisboa, de acordo com o "Mappa de Portugal Antigo e Moderno", onde se encontra transcrita a inscrição da lápide da sua sepultura no alpendre daquele templo:

"Sepultura do Capitão Bartholomeu Ferraz de Andrade, Coronel que foy no Reino de Infantaria do esclarecido Rey D. João III., e de Isabel de Oliveira sua mulher, e de seus descendentes e herdeiros. 1550."

E a mesma fonte complementa, transcrevendo das "Memórias" do Desembargador Francisco Monteiro Leiria, um trecho de uma petição datada de 8 de março de 1550 ao Cabido de Lisboa:

"Diz Bartholomeu Ferraz de Andrade, Coronel nestes reinos de Portugal, que elle tinha vivido neste mundo mais do que esperava viver, no qual tempo que assim viveu, correo grande parte dele trabalhando por ganhar honra, e fama de suas obras, por ficar dele memoria aos que dele descendessem: e como quer que sempre foy ajudado do Senhor Deos, e da Virgem Maria sua madre, queria ordenar a casa, e morada onde havia de morar para sempre, etc. O Despacho do Cabido foy: Que havendo respeito à sua muita nobreza, e virtude que lhe dá o jazigo dos alpendres de Nossa Senhora da Ajuda." (CASTRO, João Bautista de. Mappa de Portugal Antigo e Moderno (t. 3.º, parte V). Lisboa, Officina Patriarcal de Francisco Luiz Ameno, 1763, p. 206).

Contribution

Updated at 18/04/2020 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.




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