New Fort of Coimbra

Corumbá, Mato Grosso do Sul - Brazil

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O “Forte Novo de Coimbra”, também referido como “Forte de Nova Coimbra”, “Forte de Coimbra” e “Forte Portocarrero”, localiza-se na margem direita do rio Paraguai, em posição dominante sobre o estreito de São Francisco Xavier, no atual distrito de Forte Coimbra, município de Corumbá, estado de Mato Grosso do Sul, no Brasil.

A denominação de “Forte Portocarrero” é considerada incorreta, fruto de uma interpretação errônea do Decreto-Lei n.º 4.027, que apenas alterou o nome da unidade que ali então servia - o 6.º Grupo de Artilharia de Costa - para “Grupo Portocarrero”.

História

Antecedentes


Ver Forte de Nossa Senhora do Carmo de Coimbra

O Forte Novo de Coimbra

Sob o reinado de Maria I de Portugal (1777-1816), a partir de 1791, dado o precário estado de conservação do “Forte de Nossa Senhora do Carmo”, foram iniciadas obras para reconstrução da estrutura, em alvenaria de pedra e cal. Em 1795 assumiu o comando do forte o Capitão Francisco Rodrigues do Prado. (GARRIDO, 1940:160)

O então Governador e Capitão-general da Capitania de Mato Grosso, Caetano Pinto de Miranda Montenegro (17??-1804), tendo em vista as iniciativas espanholas de construção do “Fuerte Bourbon” e do “Fuerte de San Carlos del Apa” na região fronteiriça, decidiu erigir uma fortificação mais sólida "na ponta do morro, onde fazem um grande ângulo obtuzo dois compridos estirões do [rio] Paraguai, que ficarão flanqueados pelo novo forte, o que não faria a antiga estacada." (SERRA, Ricardo Franco de Almeida. Diário. 1796. Apud: SOUZA, 1885:134)

A partir de 1796 as obras doForte Novo de Coimbra” ficaram a cargo do Tenente-coronel Ricardo Franco de Almeida Serra, engenheiro militar e geógrafo, que prosseguiu as obras de reconstrução (3 de novembro de 1797) na qualidade de comandante do forte (BARRETO, 1958). A planta de sua autoria (Planta do novo Forte de Coimbra, situado na margem ocidental do Paraguai, 1797. AHEx; BN, Rio de Janeiro) mostra a primitiva estacada ao lado da qual foi erguida uma fortificação orgânica, adaptada ao terreno, com o traçado de um polígono estrelado irregular. As muralhas, de cortinas ameadas, envolviam toda a fortificação, acompanhando o declive da encosta. Comportava 2 baterias em plano horizontal, cruzando fogos sobre o rio, com 8 canhoneiras pelo lado do rio e mais 8 pelo lado de terra. A sudoeste, um fosso protegia a fortificação de um assalto pelo lado de terra. Completavam o conjunto edificações para a Capela, a Casa de Pólvora e Quartéis para a tropa.

O século XIX

Essa nova estrutura ainda se encontrava em obras quando, na Guerra de 1801 - conflito armado entre as forças de Portugal e de Espanha, dentro do contexto da Guerra das Laranjas (1801) e que possibilitou o avanço das fronteiras no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso, na América do Sul -, uma expedição de 4 escunas e 2 canoas guarnecidas com 600 homens, sob o comando do Governador do Paraguai, D. Lázaro de Ribera, atacou o forte, então guarnecido com apenas 42 homens, que resistiram a um cerco de dez dias, de 16 a 25 de setembro de 1801.

Ricardo Franco de Almeida Serra faleceu no comando da praça em 1809, (SOUZA, 1885:134-135) às 14h00 de 21 de janeiro.

Em 1851 o seu armamento foi aumentado com 4 peças do calibre 24 libras e algumas dos calibres 9 e 6, que jaziam desde 1820 às margens do rio Guaporé, destinadas ao Real Forte Príncipe da Beira, de acordo com informação do Almirante Augusto Leverger, barão de Melgaço. (Apud: SOUZA, 1885:135)  Obras de reforma e de ampliação foram executadas entre 1855 e 1856.

Na iminência da Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), o seu estado foi informado ao Presidente da Província:

"A 30 do mês findo cheguei aqui de volta do Forte de Coimbra, para onde fui conduzindo o batalhão de artilharia da Província. Provavelmente V. Exa. terá recebido uma participação circunstanciada do estado daquele Forte, assim como de outras diligências procedidas pelo Exmo. Sr. Comandante das Armas, que comigo aqui regressou no mesmo dia; todavia direi a V. Exa., que não é satisfatório o estado do dito Forte, contudo pode resistir aos navios do Paraguai e defender-se talvez dos seus ataques por terra. O Exmo. Sr. Comandante das Armas determinou alguns melhoramentos e serviços que entende serão de vantagem e pretende fortificar a antiga posição da Marinha em frente ao mesmo Forte (...)." (apud SOUZA, 1885:135)

A invasão materializou-se quando 5 batalhões de Infantaria e dois regimentos de Cavalaria a Pé, num total de 3.200 homens, armados com 12 canhões raiados, 1 bateria de 30 foguetes franceses de 24 mm, protegidos por 10 embarcações de guerra (entre as quais o Marquês de Olinda, adaptado) sob o comando do coronel paraguaio Vicente Barrios, intimaram o forte a se render (27 de dezembro de 1864). Apesar do comando da praça ser do Capitão Benito de Faria, nele se encontrava em visita de inspeção naquele mês, o Tenente-coronel Hermenegildo de Albuquerque Porto Carrero, comandante do Corpo de Artilharia de Mato Grosso e do Distrito Militar do Baixo Paraguai, que assumiu, a título eventual, o comando do forte, frente à ameaça. A posição brasileira estava então artilhada com 11 peças antecarga, de alma lisa, de bronze, em bateria, e mais 20 sem reparos, guarnecido por 125 oficiais e soldados de Artilharia a Pé, reforçados por cerca de 30 Guardas Nacionais, alguns guardas de Alfândega, meia dúzia de prisioneiros e duas dezenas de índios mansos. Durante dois dias, os combates foram intensos. As esposas e familiares dos oficiais e praças prepararam cartuchos de pólvora, ataduras, e atenderam como possível os feridos. Sem recursos para resistir e distante de reforços, o forte foi evacuado em ordem, na noite de 28 para 29, na canhoneira Anhambaí. O forte (e a bateria fronteira, no Morro da Marinha, cf. BARRETO, 1958:303) permaneceu ocupado pelas forças paraguaias até abril de 1868, quando o abandonaram conduzindo a sua artilharia e tudo o que nele existia. (SOUZA, 1889:135)

Findo o conflito, iniciou-se a reconstrução do forte, que havia sofrido extensos danos, quase perdendo as próprias muralhas sob o fogo da artilharia inimiga. (Relatório do Ministro da Guerra, barão de Muritiba, 1870. Apud: GARRIDO, 1940:163).  Comandou as obras o major Joaquim da Gama Lobo d'Eça, por determinação do Governo Imperial. (SOUZA, 1885:135) Em 1872 o major Francisco Nunes da Cunha, que o comandou, procedeu a obras de ampliação, melhorando a defesa pelo lado oeste.

Do século XX aos nossos dias

Novos melhoramentos se sucederam, inclusive na artilharia, no biênio 1907-1908, quando foram montadas peças de Marinha na Bateria Ricardo Franco: (GARRIDO, 1940:163) 2 canhões Armstrong de 120 mm, que haviam pertencido ao Cruzador Barroso. (BARRETO, 1958:303)

BARRETO (1958) informa-nos que novos quartéis foram construídos em 1930. Pelo Decreto-Lei n.º 4.027, de 16 de janeiro de 1942, a unidade que lá servia, o 6.º Grupo de Artilharia de Costa foi denominado “Grupo Portocarrero”, em homenagem aquele herói da Guerra da Tríplice Aliança. À época estava guarnecido com 4 canhões Armstrong de 152,4 mm: 2 no Morro do Forte (margem direita do rio Paraguai) e 2 no Morro da Marinha, na margem oposta. (Op. cit., p. 302-303).

De propriedade da União, o conjunto foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a partir de 1974.

Em 1983 concebeu-se a implantação do Projeto Parque Histórico-Turístico Forte de Coimbra.

As dependências do forte sediam atualmente a 3.ª Companhia de Fronteira - Forte Coimbra, subordinada à 18.ª Brigada de Infantaria de Fronteira do Exército Brasileiro. Esta unidade recebeu, em 2002, a denominação histórica de “Companhia Portocarrero”.

O forte abriga ainda os restos mortais do coronel Ricardo Franco de Almeida Serra, em um monumento.

Integra a Lista Indicativa enviada pelo país à UNESCO em 2015, para concorrer ao título de Patrimônio Mundial, previsto para as comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil (2022). 

Lendas e tradições do forte

Uma das lendas locais que cercam a fundação do forte afirma que São Tomé transitou por Fecho dos Morros em sua jornada em direção ao Peru, razão pela qual esse local era considerado sagrado e portanto não passível de ocupação militar. Uma outra lenda afirma que o capitão Mathias teria a benção de Nossa Senhora do Carmo, cuja festa é comemorada a 16 de julho, sob cuja invocação o primitivo forte foi colocado. Essa data é uma das mais importantes de Forte Coimbra. Registra-se ainda uma antiga tradição, ligada a essa devoção à Senhora do Carmo, entre os oficiais do Exército Brasileiro que serviam no forte: ao atingirem a patente de General, de onde quer que estivessem, de enviar-lhe uma das estrelas de ouro de suas ombreiras.



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Arquivo Noronha Santos
Link para o Arquivo Noronha Santos, pertencente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional -IPHAN, que dispõe de uma base de dados sobre os bens culturais tombados nacionalmente, inclusive as fortificações no Brasil. Para encontrar as fortificações, faça uma pesquisa (busca) na seção Livros do Tombo.

http://www.iphan.gov.br/ans/inicial.htm
Forte Porto Carrero
Página da enciclopédia Wikipédia versando sobre o Forte Porto Carrero, popularmente conhecido como Forte de Coimbra, Forte Novo de Coimbra ou Forte de Nova Coimbra, que se localiza na margem esquerda do rio Paraguai, em posição dominante sobre o estreito de São Francisco Xavier, no atual distrito de Forte Coimbra, município de Corumbá, Estado de Mato Grosso do Sul, no Brasil.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_Porto_Carrero
Forte Novo de Coimbra
Website transformado em blog, do médico do exército Ivan Sinigaglia N. Pereira, versando sobre o Forte Novo de Coimbra, na cidade de Corumbá, no Estado do Mato Grosso do Sul.

http://www.ivan.med.br/fortecoimbra/
Fortes e Faróis
Website com imagens de fortes e faróis do livro, Fortes e Faróis de Ricardo Siqueira, sobre construções que protegiam as fronteiras do Brasil,

http://www.angelfire.com/ca/Farois/
A Fortaleza Brasil
Website da Academia de História Militar terrestre do Brasil, apresentando histórico acerca das seguintes fortificações localizadas no Brasil: Forte de São João da Bertioga, Fortaleza de Santa Cruz, Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção, Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém, Forte dos Reis Magos, Forte das Cinco Pontas, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Fortaleza Jesus, Maria e José do Rio Pardo, Real Forte Príncipe da Beira, Forte de Nossa Senhora do Pópulo e São Marcelo, Forte Novo de Coimbra, Forte da Ponta da Igrejinha de Nossa Senhora de Copacana.

http://www.ahimtb.org.br/fortbrasil.htm
Icofort Brazil in Facebook
Page in the Facebook about the ICOFORT BRAZIL: The International Scientific Committee on Fortifications and Military Heritage in Brazil (http://www.brasil.icofort.org/) that began its activities in 2013 and will intend to reproduce in this country all the aims of the international ICOFORT (http://www.icofort.org/).

http://www.facebook.com/pages/Icofort-Brasil/290376381092560
Turismo virtual em fortificações coloniais do Brasil
Trata-se de um projeto educacional oferecido gratuitamente ao leitor no formato de uma “visita virtual” a um conjunto de dezenove (19) fortificações coloniais, postulante ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade que esperamos seja conferido pela UNESCO (Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura) em 2022, ano do Bicentenário da Independência do Brasil. O leitor terá a oportunidade de realizar um “voo imaginário” sobre todas as regiões geográficas do Brasil, acessando breves relatos históricos, plantas topográficas e muita iconografia em alta resolução.

https://www.academia.edu/43598339/TURISMO_VIRTUAL_EM_FORTIFICACOES_COL...

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  • New Fort of Coimbra

  • Forte Coimbra

  • Fort

  • 1791 (AC)



  • Maria I of Portugal

  • Portugal


  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    Patrimônio Histórico Nacional.
    Livro Histórico: Inscrição:452, Data:31-10-1974.
    Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico: Inscrição:068, Data:31-10-1974.
    Nº Processo:0917-T-74.

  • Ministério da Defesa do Brasil

  • Exército Brasileiro



  • Military Active Unit
    As dependências do forte sediam a 3.ª Companhia de Fronteira - Forte Coimbra, subordinada à 18.ª Brigada de Infantaria de Fronteira do Exército Brasileiro.

  • ,00 m2

  • Continent : South America
    Country : Brazil
    State/Province: Mato Grosso do Sul
    City: Corumbá

    Margem direita do rio Paraguai, em posição dominante sobre o estreito de São Francisco Xavier, cerca de 100 km a sul de Corumbá, no estado de Mato Grosso do Sul.


  • Lat: 19 55' 13''S | Lon: 57 47' 32''W





  • Apresenta planta irregular, orgânica, sobre um barranco às margens do rio Paraguai. Integram o conjunto edificado: capela, casa de pólvora, quartéis, pátios internos e a muralha com os baluartes.
    Fonte: Disponível em: <http://www2.iphan.gov.br/ans/inicial.htm>. Acesso em 14/05/2008.


  • Guerra da Tríplice Aliança



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