Bombardeira da rua das Caravelas

Velas, Autonomous Region of Azores - Portugal

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A "Bombardeira da rua das Caravelas", vulgar, mas incorretamente referida como “Forte das Caravelas”, localiza-se na freguesia e concelho das Velas, na costa Sul da ilha de São Jorge, Região Autónoma dos Açores, em Portugal.

Situada na rua das Caravelas, em posição dominante sobre o primitivo porto das Velas (PEREIRA, 1987:131), no recôncavo da baía, integrava a muralha que fechava a frente marítima da vila. Cruzava fogos com o Forte de Santa Cruz, a Sudoeste, e o Reduto de São José, a Leste no lugar da Granja, sobranceiro ao cais da rua do Poço, o chamado “Caisinho”.

História

No contexto da União Ibérica (1580-1640), acerca do governo do 8.º capitão-mor das Velas, António Garcia Sarmento (1611-1637), AVELLAR (1902) informa: "Foi no seu tempo que se desenvolveram as fortificações da Villa das Velas" (Op. cit., p. 84). De fato, em 1617, havendo o soberano notícia de que em Argel se havia juntado uma quantidade de velas, no ano seguinte (1618) remeteu, para fortificação das ilhas dos Açores, o capitão Marcos Fernandes de Teive. Este oficial visitou todas as ilhas do arquipélago na Primavera e no Verão de 1618 para projetar e ativar todas as fortificações necessárias, assim como para reorganizar as milícias (PEREIRA, 1987:29). A muralha que fechava a frente marítima da vila iniciava-se no Forte da Conceição a Oeste estendendo-se ao Forte de Santa Cruz, e para Leste, até ao Reduto de São José.

No contexto da Guerra da Sucessão Espanhola (1701-1714) essa sua defesa foi insuficiente quando do assalto do corsário francês René Duguay-Trouin (20 de setembro de 1708). Na ocasião, uma força de 200 homens desembarcou e, diante da evasão dos moradores, saqueou as Velas por 5 dias. (ANTT. "Manuscritos da Livraria", n.º 2641, fls. 11-12, Relação das "ilhas debaixo", elaborada pelo emissário-régio António do Couto de Castelo Branco, Horta, 1710. In: MENESES, Avelino de Freitas de. Estudos de História dos Açores (vol. II). Ponta Delgada, Jornal de Cultura, 1995. p. 38).

Atualmente subsistem apenas troços da muralha, onde se inscrevia o Portão das Velas - cuja atual conformação data de 1797, de autoria do mestre-pedreiro Matias de Avellar -, e a bombardeira, no recôncavo da baía.

Encontra-se inventariado nas Relações Militares (REZENDES, 2010(a)) e relacionado por BAPTISTA DE LIMA (1982).

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado, marítimo, de enquadramento urbano.

Constituía-se num baluarte ou bateria de pequenas dimensões, com os seus muros rasgados por 3 canhoneiras, como ainda se observa em uma fotografia do início do século XX. Hoje apresenta apenas uma abertura evocando uma canhoneira.

  • Bombardeira da rua das Caravelas

  • Forte das Caravelas

  • Battery





  • Portugal


  • Featureless and Well Conserved

  • Monument with no legal protection





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Autonomous Region of Azores
    City: Velas



  • Lat: 38 -41' 12''N | Lon: 28 12' 14''W










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