Fort of Santa Catarina do Cabedelo

Cabedelo, Paraíba - Brazil

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O “Forte de Santa Catarina do Cabedelo”, popularmente conhecido apenas como “Fortaleza de Santa Catarina”, localiza-se sobre uma elevação arenosa ("cabedelo" = pequeno cabo) à margem direita da barra do rio Paraíba do Norte, atual município de Cabedelo, no litoral do estado da Paraíba, no Brasil.

História

Antecedentes

Erguido no contexto da União Ibérica (1580-1640), no governo de Filipe II de Espanha (1556-1598), a sua primitiva estrutura é confundida ora com o Forte de São Filipe (1584) (GARRIDO, 1940:60), ora com o Forte de Nossa Senhora das Neves (1585) (SOUZA, 1885:78), com a mesma função de defesa da barra do rio Paraíba do Norte e da povoação de Filipéia de Nossa Senhora das Neves (atual João Pessoa), na primitiva Capitania da Paraíba.

O Forte do Matos

BARRETO (1958) remonta este forte, no Cabedelo, a 1586, guarnecido por 220 homens sob o comando do capitão João de Matos Cardoso, denominando o Forte do Cabedelo como Forte do Matos, dando-o como artilhado com 18 peças. (Op. cit., p. 114)

O Forte de Santa Catarina

Em "taipa e area solta", esta primitiva estrutura foi arrasada durante o governo de André de Albuquerque por um ataque combinado de corsários franceses e indígenas (1591). Foi reconstruído a partir do ano seguinte (1592), em alvenaria de pedra e cal, e concluído em 1597 sob a invocação de Santa Catarina de Alexandria, padroeira da capela do forte, e em homenagem a Dna. Catarina de Portugal, duquesa de Bragança. Nesse mesmo ano (1597), uma esquadra de 13 navios franceses desembarcou uma força de 350 homens, que atacaram o forte por terra (SOUZA, 1885:78). Durante a resistência ao assalto registrou-se a morte do comandante do forte, reassumindo o comando o Capitão João de Matos Cardoso (BARRETO, 1958:114-115).

Em 1601 a sua guarnição era de 1 capitão comandante, 1 alferes, 1 sargento, 1 tambor, e 20 soldados armados com mosquetes; estava artilhado com 3 peças de bronze e 9 de ferro. Em 1611 as peças de bronze foram refundidas em Pernambuco, e no ano seguinte (1612, o seu efetivo era de 300 soldados armados com arcabuzes, a sua artilharia montando a 11 peças (BARRETO, 1958:116-117).

O Forte Novo da Paraíba

Reconstruído em 1618 pelo Engenheiro-mor e dirigente das obras de fortificação do Brasil Francisco de Frias da Mesquita (1603-1634), auxiliou a defesa de terra contra um desembarque neerlandês comandado pelo Almirante Boudewign Hendrickszoon na altura da baía da Traição, em agosto de 1625. SILVA-NIGRA (1945) refere que esta estrutura foi levantada sob a invocação de São Luís (Forte de São Luís, Forte Novo da Paraíba) só sendo concluída em 1631-1632. Encontra-se cartografado por João Teixeira Albernaz, o velho, sob a legenda "E - Forte a que chamamos do Cabedelo" (mapa "Paraíba ou rio de São Domingos". Livro que dá Razão do Estado do Brazil, c. 1616. Biblioteca Pública Municipal do Porto), e como Forte do Cabedelo (Mapa de Santo Agostinho à Paraíba, 1631. Mapoteca do Itamaraty, Rio de Janeiro), como um polígono quadrangular regular com baluartes pentagonais nos vértices.

A invasão neerlandesa de Pernambuco

No contexto da segunda das invasões neerlandesas do Brasil (1630-1654), a "Memória" de 20 de maio de 1630, oferecida ao governo neerlandês de Pernambuco por Adriaen Verdonck, refere-se a esta praça informando: "(...) na foz desse rio [que banha a cidade de Filipeia] há um forte em mau estado, com onze ou doze peças de ferro, chamado Cabedelo." (Op. cit.)

Ainda sob o comando do Capitão João de Matos Cardoso, em 1631, já com a invasão neerlandesa em progresso, o forte teve as suas defesas reforçadas, sendo guarnecido por 200 homens e artilhado com 18 peças (BARRETO, 1958:117) de 10 libras, resistindo ao ataque de dezembro desse mesmo ano (16 navios, 1.300 homens sob o comando do Coronel Hartmann Gottfried von Stein Callenfels), no qual pereceu Jerônimo de Albuquerque Maranhão. As baixas neerlandesas ascenderam a 200 mortos e 150 feridos. Na ocasião, o forte estaria artilhado com 14 peças de bronze e 42 de ferro. Após rechaçar o ataque neerlandês de 25 a 28 de fevereiro de 1634 (24 navios, 1.200 homens sob o comando de Sigismund van Schkoppe), sofreu melhorias sob a direção do engenheiro militar português Diogo Pais, passando a ser artilhada com 6 peças de bronze e 12 de ferro. Entretanto, uma nova frota neerlandesa (29 navios, 2.350 homens sob o comando de Schkoppe) chegou à Paraíba (3 de dezembro de 1634) e, durante o ataque ao forte iniciado no dia seguinte, veio a perecer o capitão Matos, substituído no comando pelo capitão Jerônimo Pereira (12 de dezembro de 1634; Francisco Peres de Souto, cf. BARRETO, 1958:118), que perecendo a seu turno, foi substituído por Gregório Guedes Souto Maior. A 19 de dezembro uma frota neerlandesa vinda do Recife bloqueou a barra do rio Paraíba, alvejando o Forte de Santa Catarina, sitiado em seguida por tropas de terra. Ao mesmo tempo (23 de dezembro), caía o Forte de Santo Antônio que o apoiava, cruzando fogos da margem oposta na foz do rio Paraíba do Norte. A praça ainda resistiu por quinze dias, mas com as muralhas arrasadas, sem munição e com a artilharia danificada (18 peças), a guarnição rendeu-se com honras militares, entregando a cidade de Filipeia (e a Capitania da Paraíba) aos neerlandeses. A luta custou aos defensores 82 mortos e 103 feridos.

O Forte Margareth

BARLÉU (1974) descreve as providências do conde Maurício de Nassau (1604-1679), quando de sua visita em 1637, confiadas a Elias Herckmans, diretor da Paraíba:

"Fez Maurício restaurar na Paraíba o forte arruinado do Cabedelo ou de Santa Catarina e guarnecê-lo com um fosso mais largo e mais fundo e, por cima, com uma coiraça. Mudou-lhe Nassau o nome para o de Margarida, como se chama sua irmã." (Op. cit., p. 76)

O próprio Nassau, no "Breve Discurso" de 14 de janeiro de 1638, sob o tópico "Fortificações", informa:

"O forte do sul [da entrada da barra do rio Paraíba do Norte] foi inteiramente feito por nós: arrasou-se o velho forte de Santa Catarina, que era muito pequeno, acanhado e de pouca resistência, e, no mesmo lugar e por fora dele, levantou-se este outro. Para o lado de terra tem um bonito baluarte, cujas cortinas correm para a praia do mar, tendo de um e de outro lado um meio-baluarte que se fecham por uma tenalha; a sua circunferência é bastante espaçosa, e as suas muralhas belas e elevadas; mas por causa das areias movediças, como sucede em todas as praias, não se pode ter fossos profundos; de qualquer modo é de grande resistência. Antes do nosso governo foi este forte empreitado, estando muito adiantada a conclusão dele; mas fomos nós que pagamos a maior parte das despesas. Custou 31.000 florins." (Op. cit.)

Adriaen van der Dussen complementa, atribuindo-lhe uma guarnição de quatro companhias, com um total de 360 homens:

"Na Paraíba, no porto ou barra, há (...) no lado sul do mesmo, o forte Margareta, que se estende para o interior como um bastião, apresentando, no lado que olha para o interior do país, um belo baluarte no meio e dois meio-baluartes, cujas cortinas, partindo dos meio-baluartes, correm em direção ao rio pela sua margem, encerrando-se com uma bateria; uma tenalha liga as cortinas que se encaminham em direção ao rio. É uma obra bonita e forte, com um fosso consideravelmente profundo, uma forte estacada em torno da berma e uma boa contra-escarpa no lado externo do fosso. Neste forte estão 14 peças de bronze e 42 de ferro, a saber: 2 de bronze de 24 libras, das quais uma espanhola, 7 de bronze de 15 lb todas espanholas, 1 de 12 lb, 4 de 10 lb, espanholas, todas montadas; as de ferro são: 4 de 10 lb, 7 de 8 lb, 8 de 1 lb [sic], sendo que destas só há 23 montadas e ainda um morteiro grande, de bronze, montado." (Relatório sobre o estado das Capitanias conquistadas no Brasil, 4 de abril de 1640.)

BARLÉU (1974) transcreve o Relatório de Dussen: "(...) o [forte] de Margarida, muito sólido por todo o gênero de fortificações, tendo fosso, trincheira, parapeito, quatorze canhões de bronze e quarenta e dois de ferro;" (Op. cit., p. 144) Transcreve idêntico efetivo de 360 homens. (Op. cit., p. 146). Com relação à estacada, foi esta determinada por Nassau na iminência do ataque de uma frota espanhola ao Nordeste brasileiro neerlandês (c. 1639):

"(...) Ele próprio [(Nassau)], dirigindo-se à Paraíba, mandou restaurar as fortificações arruinadas, providenciando cuidadosamente todo o necessário à defensão desta província. Muniu o forte de Margarida com uma paliçada por estarem secos os fossos, que as areias trazidas pelas enxurradas haviam enchido.". (Op. cit., p. 159)

Os neerlandeses perderam o controle da cidade de Frederica (Filipéia de Nossa Senhora das Neves) em 1645, ficando restritos à ocupação deste forte e do Forte de Santo Antônio. Quando da capitulação no Recife (1654), estes foram abandonados e reocupados por forças portuguesas comandadas pelo Coronel Francisco de Figueiroa.

O atual forte

A reconstrução do forte foi ordenada pelas Cartas Régias de 28 de novembro de 1689 e de 29 de agosto de 1697, reiterada por ordens a esse respeito datadas de 28 de agosto de 1699 (BARRETO, 1958:119-120). A planta inicialmente traçada pelo Sargento-mor Pedro Correia Rebello, foi mais tarde revisada e ampliada pelo engenheiro Luiz Francisco Pimentel. Apresentava formato de um polígono irregular, com dois baluartes e quatro vértices. Tinha fosso com entrada pelo mar, dotado de contramuralha até à ponte. A entrada fazia-se através de portada em arco pleno e colunas de pedra regular, encimada por brasão de armas.

Com as obras ainda incompletas em 1702, a Carta-Régia de 23 de maio de 1709 ordenou a construção de dois baluartes e duas cortinas, com cantaria vinda do reino como lastro de navios. Nesta ocasião a estrutura já contava com Casa do Governador, Casa do Comandante, Casa da Pólvora, Quartéis para a tropa, Capela e cacimba de água, estando artilhada com 42 peças de bronze e ferro dos diversos calibres. A 17 de maio de 1718 foram expedidas novas ordens, reiterando a conclusão das obras iniciadas (BARRETO, 1958:20). Um relatório do engenheiro militar, Brigadeiro José da Silva Pais (outubro de 1722), relacionou as obras necessárias:

• Serviços de terraplenagem;<br />
• Desentulho dos fossos;

• Parapeitos;

• Cortinas;

• Casa de Pólvora, à prova de bombas;

• Contra-escarpa;

• Estradas;

• Plataforma de lajes de pedra;

• Aquisição de 150 picaretas, 150 enxadas e pás de ferro,

das quais uma pequena parte foi executada em 1731, a saber:

• Cobertura do Corpo da Guarda;

• Abóbada do Portão;

• Quatro Quartéis;

• Casa do Comando;

• Casa do Governador,

o que foi aprovado por Provisão Régia de 4 de novembro de 1733. Em 1735 várias estruturas ainda não haviam sido erguidas, e várias das existentes já se encontravam arruinadas (BARRETO, 1958:120-121). O relatório de 2 de novembro de 1798, do governador da Capitania da Paraíba ao governo da Capitania de Pernambuco, expôs o estado de ruína do forte:

• as muralhas sem reboco e sem parapeitos;

• a ponte sobre o fosso, arruinada;

• o fosso entulhado;

• o Portão principal estragado;

• a Capela em ruínas;

• a Casa do Governador e a Casa do Comando em mau estado;

• as paredes do Forte e dos Quartéis minadas por formigueiros (BARETTO, 1958:121).

O século XIX

Durante a Revolução Pernambucana (1817), morto o seu comandante José de Mello Muniz, que aderira aos revoltosos, foi utilizada como presídio político, recebendo, entre outros, José Peregrino Xavier de Carvalho.

Tomou parte na Confederação do Equador (1824).

O Mapa anexo ao Relatório do Ministério da Guerra de 1847 relacionou-a como em ruínas, artilhada com 46 peças inutilizadas (SOUZA, 1885:79). Em 1855, o Ministro da Guerra, Pedro de Alcântara Bellegarde, solicitou recursos para a sua recuperação. No ano seguinte (1856), o então marquês de Caxias solicitou uma verba de 20:000$000 (vinte contos de réis) para repará-la (GARRIDO, 1940:61). Nessa época, foi visitada pelo Imperador D. Pedro II, sob festas e regozijo popular (1859), quando de sua visita a João Pessoa. Em 1863 servia de quartel ao destacamento de 1.ª linha que ali tinha serviço. (MATTOS, 1864.S6-07)

O século XX

GARRIDO (1940) informa que, em 1906 e em 1909, as suas muralhas começavam a ruir, inclusive pela erosão das águas, e que, em 1930, as velhas peças ainda troavam. (Op. cit., p. 61).

Em 1917, no tocante ao Serviço do material bélico, registou-se a "entrega de 75 canhões de bronze existentes nas fortificações do Brum, Gaibú, Pau-Amarello, Tamandaré, Cabedello e N. S. da Assumpção, vendidos de accôrdo com o contracto respectivo, pesando approximadamente 73.599 kilos, em sua maioria arruinados e na sua totalidade sem importância alguma sob o ponto de vista da segurança e defesa de nossas costas." (Relatório do Ministro da Guerra, José Caetano de Faria, em maio de 1918. p. 90).

Em 1923, no tocante a fortificações, registou-se: "Existem em toda a extensão maritima da região, desde o Ceará até Pernambuco, elevado numero de fortalezas e fortes em grande maioria abandonados e em geral afastados das capitaes dos estados que comprehendem a região, assim denominados: fortaleza de N. S. de Assumpção no Ceará, dos Tres Reis Magos no Rio Grande do Norte, de Cabedello na Parahyba e fortes de Itamaracá, Pau Amarello, Montenegro, São Francisco, Buraco, Gaibú, Brum, Nazareth, Tamandaré, dos Remédios e Santo Antônio, no estado de Pernambuco." (Relatório do Ministro da Guerra, Fernando Setembrino de Carvalho, em setembro de 1923, pp. 88-89). O mesmo é reafirmado no ano seguinte (1924), reconhecendo-se a sua importância histórica: “Constituindo antiga linha de fortificações do littoral do nordeste brasileiro, desempenharam essas fortificações papel importantissimo na formação da pátria brasileira.” (Relatório do Ministro da Guerra, Fernando Setembrino de Carvalho, em  novembro de 1924, p. 113), e no ano de 1824, quando se complementa: "Constituindo a antiga linha de fortificações do littoral do nordeste brasileiro, desde o tempo das invasões hollandezas e francezas, desempenharam essas fortificações papel importantíssimo na formação da pátria brasileira." (Relatório do Ministro da Guerra, Fernando Setembrino de Carvalho, em  novembro de 1925, p. 94).

O imóvel, de propriedade da União, encontra-se tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) desde 24 de maio de 1938.

Administrado pelo Governo do Estado da Paraíba, sofreu intervenção de restauro entre 1974 e 1978, de acordo com a planta do século XVIII, valorizando suas arcadas.

A partir de 1991 o imóvel passou a ser mantido pela Associação Artístico-Cultural de Cabedelo, sendo criada, a partir de 22 de dezembro de 1992 a Fundação Fortaleza de Santa Catarina, que atualmente o administra. Abriga o Museu da Restauração.

Integra a Lista Indicativa enviada pelo país à UNESCO em 2015, para concorrer ao título de Patrimônio Mundial, previsto para as comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil (2022).



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Printed Document
1886
 
Novos olhares sobre as Capitanias do Norte do Estado do Brasil

Book
2007
 
A Fortaleza de Santa Cruz: patrimônio militar na cidade de Niterói-RJ
Nathan da Silva Nunes
Miguel Angelo Campos Ribeiro

Article - Proceedings
2021
 
 

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Arquivo Noronha Santos
Link para o Arquivo Noronha Santos, pertencente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional -IPHAN, que dispõe de uma base de dados sobre os bens culturais tombados nacionalmente, inclusive as fortificações no Brasil. Para encontrar as fortificações, faça uma pesquisa (busca) na seção Livros do Tombo.

http://www.iphan.gov.br/ans/inicial.htm
Fortaleza de Santa Catarina do Cabedelo
Página da Enciclopédia Wikipédia versando sobre o Forte de Santa Catarina do Cabedelo, popularmente conhecido como Fortaleza de Santa Catarina, que se localiza sobre uma elevação arenosa ("cabedelo" = pequeno cabo) à margem direita da barra do rio Paraíba do Norte, atual município de Cabedelo, no litoral do Estado da Paraíba, no Brasil.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_Santa_Catarina_do_Cabedelo
Forte de Santa Catarina do Cabedelo
Website Paraibanos.com, versando sobre o Forte de Santa Catarina do Cabedelo, que se localiza sobre uma elevação arenosa (cabedelo = pequeno cabo) à margem direita da barra do rio Paraíba do Norte, atual ponta de Matos, no litoral do Estado da Paraíba.

http://paraibanos.com/joaopessoa/historia5.htm
Forte de Santa Catarina do Cabedelo
Website Paraibanos.com, versando sobre a cidade de João Pessoa, Estado da Paraíba. O website apresenta informações acerca do Forte de Santa Catarina do Cabedelo, que se localiza sobre uma elevação arenosa (cabedelo = pequeno cabo) à margem direita da barra do rio Paraíba do Norte, atual ponta de Matos, no litoral do Estado da Paraíba.

http://www.paraibanos.com/joaopessoa/historia5.htm
Forte de Santa Catarina do Cabedelo
Website Brasil Viagem, versando sobre o Forte de Santa Catarina do Cabedelo que está localizado à margem direita da barra do rio Paraíba do Norte, atual ponta de Matos, no litoral do Estado da Paraíba.

http://www.brasilviagem.com/pontur/?CodAtr=2771
Forte de Santa Catarina do Cabedelo
Website "Portal da cidade de João Pessoa", versando sobre o Forte de Santa Catarina do Cabedelo, que está localizado na atual ponta de Matos, no litoral do Estado da Paraíba.

http://paraibanos.com/joaopessoa/historia-fortaleza.htm
Forte de Santa Catarina do Cabedelo
Website Atlas of dutch Brazil, versando sobre o Forte de Santa Catarina do Cabedelo, que está localizado na atual ponta de Matos, no litoral do Estado da Paraíba.

http://www.atlasofdutchbrazil.org/fortification/4/po
Turismo virtual em fortificações coloniais do Brasil
Trata-se de um projeto educacional oferecido gratuitamente ao leitor no formato de uma “visita virtual” a um conjunto de dezenove (19) fortificações coloniais, postulante ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade que esperamos seja conferido pela UNESCO (Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura) em 2022, ano do Bicentenário da Independência do Brasil. O leitor terá a oportunidade de realizar um “voo imaginário” sobre todas as regiões geográficas do Brasil, acessando breves relatos históricos, plantas topográficas e muita iconografia em alta resolução.

https://www.academia.edu/43598339/TURISMO_VIRTUAL_EM_FORTIFICACOES_COL...

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  • Fort of Santa Catarina do Cabedelo

  • Fortaleza de Santa Catarina; Forte do Matos; Forte do Cabedelo.

  • Fort

  • 1586 (AC)



  • Philip II of Spain

  • Portugal


  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    Patrimônio Histórico Nacional.
    Livro Histórico: Inscrição:057, Data:24-5-1938.
    Livro de Belas Artes: Inscrição:101, Data:24-5-1938.
    Nº Processo:0155-T-38.



  • +55 83 98864-7620


  • Historical military museum

  • ,00 m2

  • Continent : South America
    Country : Brazil
    State/Province: Paraíba
    City: Cabedelo

    Rua Francisco Serafim, Praia - Ponta de Matos, Cabedelo - PB, 58100-617, Brasil


  • Lat: 6 58' 9''S | Lon: 34 50' 25''W




  • Séc. XVI: 18 peças antecarga, de alma lisa.
    1601: 12 peças antecarga, de alma lisa (3 de bronze e 9 de ferro).
    1611: 11 peças antecarga, de alma lisa.
    1630: 11 ou 12 peças antecarga, de alma lisa, de ferro.
    1631: 56 peças antecarga, de alma lisa (14 de bronze e 42 de ferro).
    1634: 18 peças antecarga, de alma lisa (6 de bronze e 12 de ferro).
    1640: 56 peças antecarga, de alma liso (2 de bronze de 24 libras, das quais uma espanhola, 7 de bronze de 15 lb todas espanholas, 1 de 12 lb, 4 de 10 lb, espanholas, todas montadas; de ferro, 4 de 10 lb, 7 de 8 lb, 8 de 1 lb, sendo que destas só há 23 montadas e ainda um morteiro grande, de bronze, montado.
    1847: 46 peças antecarga de alma lisa, inutilizadas.

  • Segundo descrição de Carrazzoni (1987), a Fortaleza de Santa Catarina possui formato irregular, com 2 bastiões e 4 pontas, tendo fosso com entrada pelo mar, dotado de contramuralha até a ponte. A entrada se faz através de portada em arco pleno e colunas de pedra regulares, encimada por brasão.
    Fonte: Disponível em: <http://www2.iphan.gov.b/ans/inicial.htm>. Acesso em 14/05/2008.
    Constiuía-se, inicialmente, em "taipa e area solta", sendo reconstruído a partir do ano seguinte, em alvenaria de pedra e cal.
    Encontra-se cartografado por João Teixeira Albernaz, o "velho" (Mapa de Santo Agostinho à Paraíba, 1631. Mapoteca do Itamaraty, Rio de Janeiro), como um polígono quadrangular regular com baluartes pentagonais nos vértices.
    Após a reconstrução do forte, em 1637 pelos holandeses, Nassau informa: "Para o lado de terra tem um bonito baluarte, cujas cortinas correm para a praia do mar, tendo de um e de outro lado um meio-baluarte que se fecham por uma tenalha; a sua circunferência é bastante espaçosa, e as suas muralhas belas e elevadas; mas por causa das areias movediças, como sucede em todas as praias, não se pode ter fossos profundos (...)" ("Breve Discurso" de 14/jan/1638, sob o tópico "Fortificações").
    Adriaen van der Dussen complementa: "(...)apresentando, no lado que olha para o interior do país, um belo baluarte no meio e dois meio-baluartes, cujas cortinas, partindo dos meio-baluartes, correm em direção ao rio pela sua margem, encerrando-se com uma bateria; uma tenalha liga as cortinas que se encaminham em direção ao rio. É uma obra bonita e forte, com um fosso considerávelmente profundo, uma forte estacada em torno da berma e uma boa contra-escarpa no lado externo do fosso" (Relatório sobre o estado das Capitanias conquistadas no Brasil, 04/abr/1640).
    BARLÉU (1974) transcreve o Relatório de Dussen: "(...) o [forte] de Margarida, muito sólido por todo o gênero de fortificações, tendo fosso, trincheira, parapeito, quatorze canhões de bronze e quarenta e dois de ferro;" (op. cit., p. 144)
    A planta da reconstrução ordenada pelas Cartas Régias de 28/nov/1689 e de 29/ago/1697, reiterada por ordens a esse respeito datadas de 28/ago/1699 (BARRETO, 1958:119-120), possui formato de um polígono irregular, com dois bastiões e quatro vértices. Tem fosso com entrada pelo mar, dotado de contra-muralha até à ponte. A entrada se faz através de portada em arco pleno e colunas de pedra regular, encimada por brasão. Com as obras ainda incompletas em 1702, a Carta-Régia de 23/mai/1709 ordena a construção de dois baluartes e duas cortinas, com cantaria vinda do reino como lastro de navios. Nesta ocasião a estrutura conta com Casa do Governador, Casa do Comandante, Casa da Pólvora, Quartéis para a tropa, Capela e cacimba de água.

  • Foi reconstruído pela primeira vez em 1592, sendo concluído em 1597.
    Após ter sido destruída, a Fortaleza de Santa Catarina foi reconstruída, no início do século XVII.
    Em 1631 o forte tem suas defesas reforçadas.
    Após os ataques holandeses de fev/1634 sofre melhorias.
    Quando da ocupação holandesa, sofreu reformas, por volta de 1637, o que é constatado pelos tijolos holandeses encontrados. Tendo sofrido nova remodelação em 1698, ganhou sua forma atual.
    Em 1703, D. Pedro II de Portugal mandou fazer reparos, e quando sua irmã Dona Catarina assumiu a regência do trono, mandou fazer obras para melhor aparelhar a fortaleza. Entre 1729 e 1734 foi coberto o corpo da guarda e feita a abóbada do portão. Em 1817 caiu em mãos dos revolucionários republicanos. Passou por um longo período de abandono, até ficar em ruínas. Foi restaurada pelo IPHAN, entre 1974 e 1978.
    Fonte: Disponível em: <http://www2.iphan.gov.br/ans/inicial.htm>. Acesso em 14/05/2008.
    Sua reconstrução é ordenada pelas Cartas Régias de 28/nov/1689 e de 29/ago/1697, reitirada por ordens a esse respeito datadas de 28/ago/1699 (BARRETO, 1958:119-120). Em 1735 várias estruturas ainda não haviam sido erguidas.
    Em 1855, o Ministro da Guerra, Pedro de Alcântara Belegarde, solicitou recursos para a sua recuperação, e em 1845 Caxias solicitou uma verba de 20:000$000 para repará-la (GARRIDO, 1940:61).
    Sofreu intervenção de restauro entre 1974 e 1978, de acordo com a planta do século XVIII.

  • Invasões neerlandesas no Brasil



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